quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Gato Preto - Na Idade Média, acreditava-se que os gatos eram bruxas transformadas em animais. Por isso a tradição diz que quem se cruzar com um gato preto tem azar na certa. Os místicos, no entanto, têm outra versão. Quando um gato preto entra em casa é sinal de dinheiro.

Aranhas - Aranhas, grilos e lagartixas representam boa sorte para o lar. Matar uma aranha pode causar infelicidade no amor.

Arco- íris - Quem passar por debaixo do arco-íris muda de sexo: o homem transforma-se em mulher, e a mulher transforma-se em homem.

Borboleta - Ver uma borboleta voar dá sorte para o dia dessa pessoa.

Brinde
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Se o seu copo contiver algum tipo de bebida alcoólica, no brinde em que ninguém tenha o copo com bebida sem álcool, vocês estarão a arriscar-se, nesse brinde, a ter os vossos desejos invertidos.

Escada
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Nunca devemos passar por debaixo de uma escada. É mau sinal, dá azar!

Espelho partido
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Partiu um espelho? A superstição prega que terá sete anos de má sorte. Olhar-se num espelho quebrado é ainda pior, significa quebrar a própria alma. Ninguém deve olhar-se também num espelho à luz de velas. Não permita ainda que outra pessoa se veja ao espelho ao mesmo tempo que você.

Estrela Cadente - Dizem os antigos que quem pede um desejo quando vê uma estrela cadente, segundo a crença de muita gente, está garantido que ele se realiza.

Guarda-chuva - Abrir um guarda-chuva dentro de casa dá azar. Deve permanecer fechado enquanto não abandonar a habitação. Segundo uma tradição, abri-lo dentro de casa traz infortúnios e problemas aos familiares.

Qual será o sexo do bebê?
-
Existem algumas crenças para tentar adivinhar. Pedir à futura mãe que mostre uma das mãos. Se ela estender com a palma para baixo, será menino. Se a palma estiver para cima, nascerá uma menina. Existe também a linguagem do ventre. Se for pontudo e saliente, é sinal de que um menino está para chegar. Arredondado e crescendo para os lados? Menina à vista.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

LENDAS TRADICIONAIS EUROPEIAS


A Bela Melusine

Certo dia, o conde Siegfried afastou-se do castelo de Koerich para ir à caça. Foi cavalgando e quando deu por ele, estava perdido. Ao pôr do Sol entrou num vale profundo e estreito, mas reparou que lá ao fundo erguia-se um rochedo enorme e as ruínas de um castelo romano. Aproximou-se do rochedo e viu uma mulher linda que cantava lindamente. Esta estava sentada nos escombros do castelo quando o conde, balbuciou:
- Como te chamas?
Ela ergueu-se devagar e disse-lhe docemente:
- Melusine. Chamo-me Melusine.
Depois mergulhou no rio Alzette desaparecendo ao mesmo tempo que os últimos raios de Sol. Exausto, o conde adormece.
De manhã, levantou-se e procurou o rio, disposto a ir para o seu castelo que mais tarde encontrara, mas nunca mais esquecera Melusine, indo por isso todos os dias ao rochedo na esperança de encontrá-la. Por sorte ela voltou e juntos passaram momentos muito felizes, pois Melusine cantava as mais lindas canções e Siegfried ouvi-a, fascinado.
Assim, o conde pediu-a em casamento, mas a donzela impôs algumas condições:
- Caso contigo se me prometeres que não me obrigas a sair daqui. Quero viver sempre junto do rochedo do Bock.
- Seja como queres. Mandarei construir o castelo mais lindo que já se viu por estas paragens.
Melusine parecia hesitante.
- Ainda há outra coisa...
- Tudo o que quiseres! Pede e ser-te-á concedido.
- Preciso de ficar sozinha aos sábados. Prometes que não me segues, não me procuras, não me perguntas sequer onde é que eu vou?
O pedido era estranho, mas o conde jurou porque queria mesmo casar com Melusine.
- Prometo. Dou-te a minha palavra.
Siegfried trocou uma propriedade pelo Rochedo de Brock. O dono do rochedo aceitou a proposta e o conde finalmente casou com Melusine. Tiveram sete filhos e tudo corria bem nas suas vidas até que os amigos começaram a espicaçá-lo!
- Não percebo como é que aturas uma coisa destas! - dizia um.
- Se fosse minha mulher, garanto-te que não desaparecia aos sábados. - dizia outro.
Assim, Siegfried ficou curioso sobre esse mistério da esposa e um sábado espreitou pelo buraco da fechadura.
O que viu deixou-o assombrado, pois Melusine estava a tomar banho e quando se remexia na água, em vez de aparecerem as pernas e os pés, levantava uma monstruosa cauda de peixe, coberta de escamas repelentes. Melusine era uma sereia do rio e ao se aperceber desse facto Siegfried grita tão alto que o seu grito fez eco pelas paredes do castelo, assustando Melusine que se atira de cabeça e mergulha nas profundezas da água a que pertencia, desaparecendo para sempre. Assim, a lenda diz que Melusine aparece de sete em sete anos para implorar que alguém a ajude a quebrar o encanto de ser sereia. Melusine vai tecendo vestes de linho e por cada sete anos, ela acrescenta mais um fio de linho. Se antes de ela acabar esta obra ninguém a salvar, Luxemburgo irá desfazer-se em ruínas.
Lenda característica de LUXEMBURGO

A Dama Pé de Cabra

Certo dia, D. Diogo Lopez saiu para uma caçada e a meio do seu caminho, depara-se com uma mulher muito formosa, que cantava lindamente.
- Quem sois vós, senhora? Quem sois vós que logo me cativastes? - pergunta D. Diogo Lopez.
Ela sorriu e respondeu:
- Sou uma dama tão nobre como tu.
D. Diogo Lopez, rapidamente se apaixonou perdidamente por ela e disse-lhe:
- Senhora, se casares comigo ofereço-te as minhas terras e os meus castelos.
- Guarda as tuas terras, que precisas delas para cavalgar! - respondeu ela.
- Que posso oferecer-te então para que sejas minha?
Ela não disse nenhuma palavra. De repente, estremeceu:
- A única coisa que me interessa, não ma podes dar porque foi um legado da tua mãe.
- E se eu te amar mais do que à minha própria mãe?
Esta disse-lhe:
- Nesse caso tens de jurar que não tornas a fazer o sinal da cruz que ela te ensinou em pequeno.
Este estranhou o pedido, mas estava tão apaixonado por ela, que exclamou:
- Seja como queres!
Dito isto D. Diogo levou-a para o castelo. Durante longos anos tudo correu bem, embora D. Diogo tenha reparado que a mulher tinha pés de cabra. Tiveram dois filhos, D. Inigo e D.ª Sol.
Certa noite ao jantar, devido à morte de um dos cães de caça de D. Diogo provocada pela cadela da sua esposa, D. Diogo esqueceu-se do juramento e benzeu-se...
Foi o suficiente, para a sua esposa se desmanchar em urros pavorosos, ficando a sua pele negra. A mulher parecia um animal horrendo, de boca torta e olhos revirados, erguia-se no ar levando debaixo do seu braço a sua filha D.ª Sol.
D. Diogo estava aterrorizado...
- A minha mulher é o diabo! - exclamou.
Dizendo isto, a mulher soltou o último grunhido e desapareceu por uma frecha junto ao tecto.
Desde esse dia nunca mais ninguém no castelo, tornou a pôr a vista em cima da mãe, da filha e da cadela. Desapareceram por artes mágicas.
D. Diogo desolado partiu para a guerra.
Lenda característica de PORTUGAL

O Flautista de Hamelin

Hamelin era uma cidade muito parecida com as outras. A vida era simples e tranquila, em família. Havia prosperidade e fraternidade entre os seus cidadãos até ao dia em que a população se apercebe, que a meia dúzia de ratos que havia nessa região passara a ser uma praga. Os ratos multiplicavam-se cada vez mais e percorriam as ruas, infestando casas e celeiros, devorando tudo o que encontravam para comer. As pessoas andavam muito aflitas. Nada fazia parar aqueles ratos, mesmo que usassem pedras e varapaus. Certo dia, apareceu às portas da cidade um homem alto, magro, de barbicha pontiaguda e olhos oblíquos. Vestia roupa de muitas cores e não trazia outra bagagem além de uma flauta enfiada no cinturão. Ninguém o conhecia, mas em breve adoravam-no, pois este homem tocava flauta como nunca ninguém ouvira. A população julgava tratar-se de magia devido àquele som hipnotizante. O homem sorria e continuava a tocar até que acreditassem em tudo o que lhes dissesse.
Certa altura, afirma o homem:
- Cheguei para vos libertar dos ratos. Posso levá-los comigo para onde eu quiser.
De repente, ouvesse a voz do alcaide:
- Se fores capaz de fazer o que dizes, dar-te-ei uma bolsa recheada de moedas de oiro.
- Muito bem - respondeu ele. - Aceito.
De novo levou a flauta à boca e pôs-se a soprar muito baixinho, com sons diferentes dos que tivera tocado.
Imediatamente vinham de todos os celeiros, das sacas, dos barris os ratos infestantes.
Ambos seguiam a música do flautista e por se terem visto livre dos ratos a população fez uma grande festa.
No dia seguinte, quando o flautista apareceu na cidade para receber a recompensa, o alcaide tão ingrato como o povo, só lhe deu uma única moeda de oiro. Pálido de raiva, dirigiu-se até à porta da cidade e tocou uma melodia em que as notas eram todas iguais. As pessoas pensaram que ele tinha perdido o jeito, mas logo mudaram de ideias, quando todas as crianças da cidade, começaram a correr atrás dele descontraídas como os ratos. De nada, valeu os chamamentos e as rogas, pois estas nunca mais voltaram. E a cidade ficou triste, muito triste mergulhada em silêncio.
Lenda característica da ALEMANHA

A Guerra de Tróia

A guerra de Tróia foi um episódio sangrento da antiguidade que teve lugar entre 1300 a.C e 1200 a.C. Esta guerra acabou por destruir a cidade de Tróia e facilitar o fim da Idade do Bronze no Mediterrâneo. A causa deste conflito foi o rapto de Helena de Esparta, sendo esta raptada por Páris, príncipe de Tróia. Segundo a mitologia, a cidade de Tróia acabou por ser tomada, após um longo cerco, através do "Cavalo de Tróia".
Os gregos antigos acreditavam que a guerra de Tróia era um facto histórico, ocorrido no período micênico, mas durante séculos, os estudiosos tiveram dúvidas se esta de facto ocorreu.

A
Ilíada, de Homero, descreve os acontecimentos finais da guerra que incluem as mortes de Pátroclo, Heitor e Ájax que se suicidou com a espada que Heitor lhe dera. A obra Odisséia é a continuação da Ilíada, que conta a volta de Odisseu a Ítaca, onde passou mais dez anos até chegar ao seu destino.


"O MITO"

Esta sangrenta guerra, ocorreu quando os
aqueus atacaram Tróia, com o objectivo de vingar o rapto de Helena, esposa de Menelau. Os aqueus, actualmente designados por gregos possuíam uma cultura e uma linguagem muito semelhantes às dos troianos. No entanto, naquela época consideravam-se povos distintos.
A
lenda conta que uma deusa (ninfa) do mar Tétis era desejada como esposa por Zeus e por Posídon. Porém, Prometeu teve a profecia de que o filho da deusa seria maior do que o seu pai, sendo que os deuses, temendo a perda de poder, resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso, com a intenção de enfraquecer o filho deste, já que seria um humano que os deuses facilmente venceriam. O filho de ambos ficou conhecido como Aquiles. Porém, a sua mãe temendo que algo de mal acontecesse ao seu filho, decidiu fortalecer a sua natureza mortal e mergulhou-o quando ainda era um bébé nas águas do mitológico rio Estige. As águas tornaram-no invulnerável, excepto no calcanhar, por onde a mãe o segurou, enquanto o mergulhava no rio. Aquiles tornou-se o mais poderoso dos guerreiros. Mais tarde, a sua mãe profetiza que ele poderá escolher entre dois destinos: lutar em Tróia e alcançar a glória eterna, mas morrer jovem ou permanecer na sua terra natal e ter uma longa vida, porém seria logo esquecido.

HELENA E PÁRIS

Para o casamento de Peleu e Tétis todos os deuses foram convidados, excepto Éris ou Discórdia. Ofendida, a deusa tornou-se invisível e foi à grande boda, com a intenção de deixar numa mesa um pomo de ouro, onde estava gravada a seguinte descrição: “À mais bela”. Assim, as deusas Hera, Atena e Afrodite começaram imediatamente, a disputar o título de mais bela e o pomo. Zeus, o deus dos deuses, não quis ser o juiz, de forma a não magoar, nem ofender duas das deusas, pelo que este ordenou ao príncipe troiano Páris que tomasse uma decisão e resolvesse a disputa. De forma, a "subornar" o princípe, Atena ofereceu a Páris, poder nas batalhas que enfrentasse e sabedoria. Hera ofereceu riqueza e poder e Afrodite, por sua vez, ofereceu o amor da mulher mais bela do mundo. Páris deu o pomo a Afrodite ganhando assim, a sua proteção e o ódio das outras duas deusas.
A mulher mais bela do mundo era
Helena de Esparta, filha de Zeus e de Leda, rainha de Esparta.
Assim, quando Páris foi a Esparta numa missão diplomática, apaixonou-se por Helena e ambos fugiram para Tróia, enfurecendo Menelau. Este apelou aos antigos pretendentes de Helena, que o ajudassem. Agamenon, assumiu o comando de um exército de mil
naus e atravessou o mar Egeu, com o objectivo de atacar Tróia. Assim sendo, as naus gregas desembarcaram numa praia próxima de Tróia e iniciaram um cerco que iria durar dez anos e custaria a vida de muitos heróis de ambos os lados, sendo os mais notáveis Heitor e Aquiles.
Finalmente, seguindo um estratagema proposto por Odisseu, o famoso cavalo de Tróia, os gregos invadiram a cidade governada por
Príamo e terminaram a guerra. O cavalo de Tróia revelara-se assim, uma armadilha. Este cavalo representava um pedido de paz grego e como tal, foi levado à presença do rei, sendo que os troianos o levaram para dentro das muralhas da cidade. À noite, enquanto todos dormiam, os soldados gregos que se escondiam dentro da estrutura de madeira do cavalo saíram e abriram os portões para que todo o exército entrasse e queimasse a cidade.

Contudo, o príncipe Páris morreu em guerra, havendo boatos de que este morrera aos braços de Helena depois de ter sido atingido durante a batalha. No entanto, ainda hoje se discute o fim de Helena. Algumas pessoas acreditam que sobreviveu à guerra, pois foi perdoada por Menelau, voltando para Esparta. Assim sendo, ainda hoje se discute a causa da sua morte, pelo que esta é muito controversa.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Joana, Condessa da Flandres

Joana era uma rapariga nobre com uma vida muito atribulada, principalmente devido ao facto de ter ficado orfã de mãe muito cedo e do seu pai ter desaparecido em combate. Sendo a única filha deste casal, Joana herdou uma grande fortuna. Assim, aos dezasseis anos era uma das mulheres mais ricas da Europa, mas tinha que jurar fidelidade ao rei de França que se chamava Filipe Augusto. Visto que era muito nova, Joana não exercia os cargos a que tinha direito e vivia na corte de Paris onde era tratada com muito carinho.
Certo dia, chegou a Paris um príncipe português, tão belo que todas as damas da corte estavam apaixonadas por ele, incluindo Joana. Esse príncipe chamava-se Fernando e dizia-se filho do rei D. Sancho I de Portugal.
Assim, o rei D. Filipe Augusto adorava organizar festas e banquetes e para uma dessas festas convidou D. Fernando, que ao ver Joana, se apaixonou por esta.
Joana escolheu-o entre todos os que pretendiam desposá-la. O rei concordou e aboda fez-se em Paris, partindo depois os noivos para a Flandres. Toda a população os recebeu com festejos e desfiles. Joana e Fernando foram aclamados em muitas cidades flamengas, mas os nobres de Gand revoltaram-se, pois não aceitavam que a condessa tivesse desposado um estrangeiro. Ainda por cima, D. Fernando tinha entregue dois castelos ao rei Filipe Augusto em troca da licença para o casamento. Estalaram lutas e D. Fernando conseguiu impor-se, pois como era bom a população acabou por gostar dele. Joana viveu a seu lado longos anos muito felizes. Mais tarde, o rei Filipe Augusto envolveu-se em num conflito com Inglaterra e, quando foi pedir ajuda a Fernando para o combate este disse-lhe que só lutaria se o rei lhe desse os dois castelos oferecidos por ele na altura do casamento. Assim, Filipe Augusto, raivoso mandou prender D. Fernando e condenou-o à morte. Desesperada, Joana pediu perdão e misericórdia ao rei, mandou mensageiros, chegou a pedir a intervenção do papa até que pouparam a vida do pobre príncipe. Passaram-se doze anos e Joana sabendo que nunca mais iria recuperar o marido, pediu a anulação do casamento. De novo solteira Joana escolheu para seu marido o Duque da Bretanha. O rei Filipe Augusto receando que a aliança entre dois nobres tão poderosos, pudesse roubar-lhe o poder, mandou libertar Fernando. Como o casamento fora anulado, Joana e Fernando voltaram a casar-se em 1226, sendo muito felizes durante longos anos.
Lenda característica da Bélgica